20110726

24o. dia - 20.09.09 - Valparaíso

Acordamos e arrumamos a mochilinha para dois dias: iríamos conhecer as cidades Valparaíso e Viña del Mar. A estrada que ligava Santiago à nossa primeira parada era muito bonita, e ficava ainda mais com o dia de sol. Na rodoviária, fomos abordados por guias que ofereciam pacotes de passeios pelos pontos turísticos. Como estávamos querendo reduzir os custos e de fato explorar a cidade por nossas próprias andanças, ouvimos as explicações com atenção, marcamos os pontos importantes, pegamos o mapa, agradecemos e seguimos adiante. Esse mapa foi fundamental para nos acharmos e aos lugares interessantes. Caminhamos pelas ruas com olhar de turista: tirei fotos de tudo. A feirinha na praça, o cinema, uma apresentação da famosa dança "La Cueca", com trajes típicos e bailarinos de todas as idades, na frente do coreto - lembrando os ares de cidade pequena. Mas já com as Megastores de roupas e acessórios que encontramos no shopping onde fomos almoçar, e com os fast foods (mas temperados pela culinária local - lembra do "completo"?). 


Seguimos para conhecer um dos lugares por mim mais esperados: a casa de Pablo Neruda. Ficava num bairro alto (que lembrava Santa Tereza), com pinturas nas paredes, casas coloridas, os ascensores, futebol na rua, pipa no telhado - era a cara de Valparaíso. A casa de Neruda havia sido transformada num museu, com a preservação da disposição dos móveis e outros objetos que ajudavam a contar sua história. Na entrada, ganhávamos um fone e um mapa, e quando chegávamos a algum ponto demarcado, apertavávamos um número e ouvíamos uma explicação. Assim todos eram orientados como numa visita guiada e sem hora marcada. Cada objeto tinha, de fato, uma história. Neruda havia sido um homem apaixonado pelas pessoas e pelas coisas. Percebia-se que ali tinha espaço para todos os seus amores: para receber os amigos, para se dedicar à escrita e à política, para os aconchegos da intimidade. E a poesia estava em toda parte, inclusive na bela vista de Valparaíso que aparecia através das janelas de vidro. Comprei um postal com um de seus poemas impresso - mais uma lembrança que levava de lá.


Continuamos andando pelo centro até chegar à área portuária. As construções antigas eram cenário a todo tempo. Até na parte mais moderna, encontramos prédios construídos dentro das fachadas originais. Subimos pelo ascensor, uma espécie de bonde que faz um trajeto inclinado para facilitar a subida e a descida dos cerros (morros). Foi mesmo para conhecer, já que seria possível, com um pouco de disposição, fazer o percurso a pé. Chegamos a um coreto com mais uma incrível vista da cidade portuária mais importante do país. O resto da tarde foi de mais caminhadas pelas ruas, becos e avenidas. O Filipe tinha uma tia que morava em Viña del Mar e aproveitamos para uma visita, percorrendo a orla que ligava as duas cidades. Nos despedidos de Valparaíso com as luzes começando a acender.


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