Passamos pelas mais diversas paisagens do deserto. Na maior parte do tempo dentro do jipe, tivemos alguns momentos de parada para caminhar, tirar fotos, olhar tudo mais de perto. Conhecemos lagos de cor vermelha, outros azuis e verdes - todos de uma beleza indescritível. E neles, flamingos e outros animais que nunca havíamos visto antes. A estrada era, por muito tempo, feita de terra por todos os lados; às vezes, acompanhada de uma vegetação específica do clima. Rodar pelo deserto é algo simplesmente deslumbrante.
Paramos à beira de uma dessas lagoas para almoçar - dessa vez, já estava tudo pronto e só foi preciso servir. Provamos carne de llama. Ao fim do dia, paramos num novo hostel, um pouco maior que o anterior, mas também feito de sal. Filipe arriscou um passeio pelos arredores. Eu dei uma volta, resisti o quanto pude ao frio e vento, mas não por muito tempo. Ao menos foi possível experimentar um tanto da imensidão daquele lugar e ouvir uma espécie de som do silêncio. Não conseguíamos nos escutar, era apenas o barulho forte do vento, que se impunha sobre as vozes ou qualquer outro som que tentasse se arriscar. Só o vento, o céu sem nuvens entardecendo, a linha do horizonte continuando os caminhos, uma comunidade que se podia avistar ao longe, e a gente ali, pequeninhos.
Conhecemos dois amigos portugueses que se juntaram ao grupo para conversas. Mas um a um fomos nos recolhendo para dormir e desaparecer dentro do saco de dormir e embaixo dos cobertores. Já quentinhos, alguém lembrou que era preciso apagar a luz, mas quem ousaria levantar? Como Cati sabiamente observou, foi lá que inventaram a expressão "Jesus, apaga a luz!", rsrsrs.
Nenhum comentário:
Postar um comentário