20110726

21o. dia - 17.09.09 - San Pedro de Atacama

Passamos o dia descansando, aproveitando o hostel (Inti Para, 6000 pesos por dia - recomendamos!) convivendo com a cidade. A filha da senhora que cuidava do hostel, Catarina, não foi de muitas conversas no início, mas nos deixou participar das brincadeiras que inventava enquanto sua mãe se ocupava do trabalho. Aliás, quanto trabalho - limpar os quartos, banheiros, fazer almoço pra Catarina, arrumá-la pra escola, cuidar da recepção, atender os recados, receber os pagamentos. Nos contou que não era dali, que o marido morava em outra cidade, mas precisava trabalhar. Acabava sobrando pouco tempo pra brincar com a filha, que se acostumara a brincar sozinha. Mas depois que nos deu abertura, também foi difícil largar. Foram histórias e mais histórias que a boneca e sua família viveram naquela manhã. Tivemos que desenferrujar a imaginação e, o pior, caçar palavras em espanhol para nos fazermos entender. Ela era uma graça!


Aproveitamos para atualizar a grana no bolso. Depois descobri que fazer vários saques de pequenas quantidades, apesar de ser mais seguro, é muito desvantajoso, pois a cada operação é cobrada uma taxa. Também é preciso verificar minuciosamente a nota de dólar que trocarmos nas casas de câmbios, porque um defeito mínimo, como um pequeniníssimo corte, virava um problemão na hora de passá-la adiante. 
Para nossa sorte, estávamos em uma data comemorativa na cidade. Na verdade, no país: eram as chamadas Festas Pátrias, que celebravam a independência do Chile. E isso era um ótimo motivo para comer, beber e dançar. Participamos, então, de um grande evento em San Pedro, com direito a barraquinhas de churrasco, doces, bujigangas e apresentação de grupos de música. Carol e Edu resolveram dormir mais cedo, Cati e Rafa foram para um outro passeio (uma observação do céu - disseram que vale muito a pena conferir) e eu e Filipe resolvemos bailar. O mais curioso é que, antes, foi preciso entender a dinâmica do processo: os casais dançavam um de frente para o outro, mas respeitando uma espécie de fila (como acontece na formação do túnel, na nossa festa junina). E se era assim, era isso então - as regras é de que inventa a dança. Nos encaminhamos para a fila, para dançar algo que se assemeralharia a uma lambada, se pudéssemos fazer uma comparação. Mas havia outra dança, a mais típica dessas festividades, chamada "La Cueca", que é mais um espécie de cortejo. Fomos à outra tenda para assistir e descobrimos, ali, no cantinho, quietinha, a dona Lalá, uma senhorinha que preparou uma de nossas refeições. Fomos lhes falar, claro, elogiar a batata frita, e não é que dona Lalá gostou da nossa companhia? Ficamos juntos até o fim da festa, com direito a levar a dama na porta de casa. Mas, antes, claro, tomamos uma cervejinha e ganhamos uma aula sobre as danças de lá.


 

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